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A Pastelaria em Portugal

A Pastelaria Portuguesa é uma das mais ricas, diversificadas e conhecida em todo o mundo pelos seus doces e pastéis, com uma história que remonta aos primórdios da cultura portuguesa. A evolução da pastelaria em Portugal é marcada por uma grande variedade de doces e pastéis, influências culturais e a disponibilidade de ingredientes ao longo dos séculos.


A Pastelaria em Portugal


A procura mundial por doces portugueses continua a crescer, o que é um reflexo da popularidade da pastelaria portuguesa e da sua herança histórica.


Desde os primeiros povos lusitanos que utilizavam a bolota, mel e leite de cabra há mais de 2800 anos, até aos dias de hoje, a pastelaria portuguesa e a sua identidade desenvolveu-se de forma notável, resultando numa vasta variedade de doces, cada um com a sua história e receita únicas.


Durante a Idade Média, a pastelaria portuguesa começou a tomar forma com a introdução do açúcar pelos romanos e mouros. Esta nova matéria-prima permitiu uma maior diversificação de doces, que acabaram por ser desenvolvidos em mosteiros e conventos por monges e freiras, que tinham mais possibilidades económicas e fácil acesso a ingredientes locais, como as amêndoas e as gemas de ovos, para criar doces requintados e elaborados. A doçaria conventual tornou-se uma das principais referências da pastelaria portuguesa, sendo considerada uma arte culinária que era transmitida entre gerações.


Com a chegada dos mouros, a agricultura em Portugal teve um grande desenvolvimento, especialmente no cultivo de açúcar, laranjeiras, limoeiros e amêndoas, que foi fundamental para o desenvolvimento da pastelaria portuguesa, permitindo a criação de novas receitas e doces que ainda hoje são apreciados. Mais tarde, o desenvolvimento da cana-de-açúcar a partir da ilha da Madeira no séc. XV, generalizou o uso do açúcar na doçaria portuguesa. No entanto, para o povo em geral, os doces continuaram a ser reservados para ocasiões especiais e só a partir do séc. XVI, quando o preço do açúcar caiu devido à sua abundância, o consumo de doces foi generalizado, mas continuaram a ser confecionados em conventos e mosteiros até meados do séc. XIX, quando se deu a extinção de várias ordens religiosas e muitas das receitas centenárias saíram das paredes dos mosteiros e foram passadas para familiares, passando de geração em geração até aos nossos dias.


No entanto, nos últimos anos, a pastelaria portuguesa tem sofrido com a introdução de produtos pré-preparados no fabrico de pastelaria. Isso tem descaracterizado a pastelaria tradicional e contribuído para o esquecimento de doces e receitas seculares. A industrialização da pastelaria e a venda de pastelaria em hipermercados têm levado a uma uniformização dos sabores e à perda das características únicas da pastelaria tradicional portuguesa.


Apesar disso, ainda há pastelarias tradicionais em Portugal que se mantêm fiéis às antigas receitas e matérias-primas, mantendo viva a história e tradição da pastelaria portuguesa. A variedade de doces a nível nacional é enorme, e os pastéis de nata, pastéis de feijão, toucinho do céu, queijadinhas, entre outros, são alguns dos doces mais conhecidos e apreciados.

 

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